Não é por mal que às vezes me vou, não é por mal que sumo do mundo e caio no mundo... essa é só uma maneira minha de fugir. esquecer as coisas todas nunca esqueço, deixar de pensar, bom, penso sempre. E que fique claro que não desprezo nada nem ninguém, cada um é logicamente construído dentro de uma lógica que na maioria das vezes não é a minha lógica. Apenas desconsidero fatores que podem ser relevantes. E fujo...
Essa minha maneira de falar também é uma fuga, que entenda quem entender, mas o fato é que me escondo em mim quando me abro por inteiro, quando me confesso é porque estou me escondendo, e isso é a razão de fugir do mundo caindo no mundo. Essa é a minha lógica. E haja visto que a lógica matemática é extremamente simples perto dessa...
É fato também que é temporária, a fuga é sempre passageira (na verdade é passageiro aquele que foge, mas isso é outro assunto). "O primeiro senso é a fuga. Bom…Na verdade é o medo Daí então a fuga."(TM), É medo, isso que sinto de encarar o mundo, de ler coisas, de ter na cara aquilo que em causa dor. Isso é doloroso, sim, dá medo, e por isso fujo.
Mas depois eu volto.
(TM) O teatro Mágico
PS: o título é porque eu tava ouvindo Titãs na hora em que escrevi isso. lol
"Hay hombres que luchan un dia y son buenos.
Hay otros que luchan un año y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles."
Bertold Brecht
terça-feira, 22 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Células que vão e vêm....
quando o sol arde em chamas
a suavidade que até então tomava a pele
se perde
a aspereza cobre o corpo
como agarganta após um trago
o sol se vai...
e assim como a lua se renova
se renova também meu peito
e minhas células de epiderme
que antes afagada pelas mãos suaves
se soltam com o vento de um dia nublado
e caem ao chão
levando consigo parte do meu mundo
parte do meu peito
que agora está ao meio.
a suavidade que até então tomava a pele
se perde
a aspereza cobre o corpo
como agarganta após um trago
o sol se vai...
e assim como a lua se renova
se renova também meu peito
e minhas células de epiderme
que antes afagada pelas mãos suaves
se soltam com o vento de um dia nublado
e caem ao chão
levando consigo parte do meu mundo
parte do meu peito
que agora está ao meio.
quarta-feira, 2 de março de 2011
o por do sol de"manha" e a euforia do ser
e quando a folia nos toma conta, e quando a alegria invade meu peito, o que devo fazer.....??
o dia nublado la fora nao mostra a verdade dentro de mim, o dia la fora nao fala de mim, o dia la fora nao me fala nada.... ta cinza e cruel, mas dentro de mim brilha o verde, o amarelo e o azul, ..."cor de rosa e carvao" (MM), meu cigarro nao alivia, e nem queria... essa euforia toma o peito e ate chico buarque me gera um sentimento de roda punk, essa essencia me faltava, o animo pra vida, o sentimento de liberdade, de quebrar as correntes do ser, algo que nao sentia a muito tempo, algo que me rodeava, algo que era desde meus tempos de menino, meus tempos de PJ meus velhos tempos.
"um dia todo mundo vai morrer, eu quero saber o que vai acontecer quando esse dia chegar" (Mj) essa euforia musical que se desperta em shows de rock, quando a quimica da propria amizade parece inusitada, acordo e sinto a estranha vontade louca de limpar a casa, de lavar o banheiro, de esfregar as paredes e de colocar mombojo no maximo volume... de sentir o sol entrar... mas la fora faz chuva, o dia se derrama em cinzas, se depoe... se poe logo de"manha".
(MM) referencia ao disco de Marisa Monte
(Mj) Monbojo
PS: a ausencia de acentos nao eh proposital, meu teclado amanheceu zuado como o ceu amanheceu nublado....
o dia nublado la fora nao mostra a verdade dentro de mim, o dia la fora nao fala de mim, o dia la fora nao me fala nada.... ta cinza e cruel, mas dentro de mim brilha o verde, o amarelo e o azul, ..."cor de rosa e carvao" (MM), meu cigarro nao alivia, e nem queria... essa euforia toma o peito e ate chico buarque me gera um sentimento de roda punk, essa essencia me faltava, o animo pra vida, o sentimento de liberdade, de quebrar as correntes do ser, algo que nao sentia a muito tempo, algo que me rodeava, algo que era desde meus tempos de menino, meus tempos de PJ meus velhos tempos.
"um dia todo mundo vai morrer, eu quero saber o que vai acontecer quando esse dia chegar" (Mj) essa euforia musical que se desperta em shows de rock, quando a quimica da propria amizade parece inusitada, acordo e sinto a estranha vontade louca de limpar a casa, de lavar o banheiro, de esfregar as paredes e de colocar mombojo no maximo volume... de sentir o sol entrar... mas la fora faz chuva, o dia se derrama em cinzas, se depoe... se poe logo de"manha".
(MM) referencia ao disco de Marisa Monte
(Mj) Monbojo
PS: a ausencia de acentos nao eh proposital, meu teclado amanheceu zuado como o ceu amanheceu nublado....
Cigarro
Zeca Baleiro
A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem
Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?
Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
O amor é pedra no abismo
A meio-passo entre o mal e o bem
Com meus botões à noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?
Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem
Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?
Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
O amor é pedra no abismo
A meio-passo entre o mal e o bem
Com meus botões à noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?
Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
Suave... fim, suave...
A suavidade acabou, o fim é terno...
queimei o dedo no cigarro... fez bolha!
muita coisa aconteceu desde o último post!!
o senhor dos anéis diz que o fim é vulcão, a bíblia diz que o fim é infernal... que há coroas de 13 estrelas, que há dragões, que há víboras...
"o fim é belo e incerto" (TM) o fim não existe, o fim é mágoa é amargura, é quinta feira.... é o fim....
o que acaba simplesmente acaba... a vida continua, muita vida acontece, mas o fim acaba, a vida segue, mas no fim... é fim, é fim... acaba....
(TM) O Teatro Mágico
queimei o dedo no cigarro... fez bolha!
muita coisa aconteceu desde o último post!!
o senhor dos anéis diz que o fim é vulcão, a bíblia diz que o fim é infernal... que há coroas de 13 estrelas, que há dragões, que há víboras...
"o fim é belo e incerto" (TM) o fim não existe, o fim é mágoa é amargura, é quinta feira.... é o fim....
o que acaba simplesmente acaba... a vida continua, muita vida acontece, mas o fim acaba, a vida segue, mas no fim... é fim, é fim... acaba....
(TM) O Teatro Mágico
Assinar:
Postagens (Atom)