Ao som de Mutantes
Gilberto Gil me anima
me traz inspiração
que contenta, me alucina.
O frio que antes congelava minhas veias
me mostrou o quanto sou vagabundo
ficar sozinho eu digo que não me assusta
é o vento sudoeste que me deixa assim.
A cerveja gelada está quase quente
meu cigarro não me esquenta assim
até meu sonho se faz agora ausente
talvez encontre algum calor bem longe de mim.
E antes era antes pois não é agora
e o futuro, amanhã, ainda está por vir
o frio que sentia já não sinto mais
pois o gelo da cervaja é calor, está dentro de mim.
"Hay hombres que luchan un dia y son buenos.
Hay otros que luchan un año y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles."
Bertold Brecht
quarta-feira, 20 de abril de 2011
No payol
No meu caderninho eu anoto tudo
pensamentos e obsevações que já não faço mais
um casal na mesa ao lado bebe black
eu aqui no meu cantinho itaipava.
Num outro canto fito o garçon desconfiado
pensando em dó quando me vê sozinho assim
barba, cabelo e bigode por fazer
doido varrido se concentra e começa a escrever.
Os carros passam... não é garçon, mas o gerente
uma galera se aproxima atráz de mim
eu, minhas mãos frenéticas, os pensamentos e a caneta
um cutucão no ombro põe a escrita ao fim.
pensamentos e obsevações que já não faço mais
um casal na mesa ao lado bebe black
eu aqui no meu cantinho itaipava.
Num outro canto fito o garçon desconfiado
pensando em dó quando me vê sozinho assim
barba, cabelo e bigode por fazer
doido varrido se concentra e começa a escrever.
Os carros passam... não é garçon, mas o gerente
uma galera se aproxima atráz de mim
eu, minhas mãos frenéticas, os pensamentos e a caneta
um cutucão no ombro põe a escrita ao fim.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Noturnidades 2
Minhas noites já não são as mesmas depois daquela mulher. Há como um pequeno ser humano, frágil e bobo, simples e aparentemente inofensivo, atingir-nos com tamanha força? É, depois dela que parei pra pensar minha vida, foi depois dela que assumi esse formato, foi depois de tudo isso que comecei a ser assim. Bom, no fundo já queria tudo isso, mas sempre achei mais interessante não ser. Eu, aqui, hoje, na frente desse computador, eu e meu cigarro, eu e a minha não-velha noturnidade.
O cigarro na mão ao invez da palheta do meu violão, as cartas na mesa e o desejo, a paixão bêbada e sórdida, sedenta de sacanagem, sedenta de alegrias, inflamada pelo meu isqueiro numa garrafa de cachaça, que queima quando desce, que queima quando repousa, que queima...
As minhas noites regadas à música boa: samba, rock e MPB. Minhas noites regadas por insanidades, quase atrocidades ao organismo, e um bom papo. Ah os papos! Sim, as idéias jogadas fora pra dentro das outras pessoas, as idéias compreendidas e as incompreendidas procurando solução, toda uma igualdade desigual, de sexo, de cor, gênero, número e grau... de áreas. Fome de entender o que se passa na sua cabeça, sede de mostrar o que se passa na minha. A troca, de idéias, de risos, de tapas e de fluidos.
As experiências vividas com ela e depois dela, dela? Pois é, há tantos "ela", que me perco... há tanto dela em mim, que de longe mesmo sinto seu penar, que sinto em mim a dor, que sinto aki, nessa marca que ficou, sinto... mas não é minha a dor, não é minha a saudade, há apenas o que ficou, porque depois dela passei a ser um só.
O cigarro na mão ao invez da palheta do meu violão, as cartas na mesa e o desejo, a paixão bêbada e sórdida, sedenta de sacanagem, sedenta de alegrias, inflamada pelo meu isqueiro numa garrafa de cachaça, que queima quando desce, que queima quando repousa, que queima...
As minhas noites regadas à música boa: samba, rock e MPB. Minhas noites regadas por insanidades, quase atrocidades ao organismo, e um bom papo. Ah os papos! Sim, as idéias jogadas fora pra dentro das outras pessoas, as idéias compreendidas e as incompreendidas procurando solução, toda uma igualdade desigual, de sexo, de cor, gênero, número e grau... de áreas. Fome de entender o que se passa na sua cabeça, sede de mostrar o que se passa na minha. A troca, de idéias, de risos, de tapas e de fluidos.
As experiências vividas com ela e depois dela, dela? Pois é, há tantos "ela", que me perco... há tanto dela em mim, que de longe mesmo sinto seu penar, que sinto em mim a dor, que sinto aki, nessa marca que ficou, sinto... mas não é minha a dor, não é minha a saudade, há apenas o que ficou, porque depois dela passei a ser um só.
Dois pontos, na outra linha... parágrafo e travessão
Pensando hoje no que não tem mais fim
percebi que o fim quem faz sou eu
dou fim ao ponto, e construo a vírgula
pra entender o rumo dessa história,
invento o ponto de interrogação
pra questionar minha tragetória?
coloco um ponto de exclamação
um não! dois! e reticências
pois não tem mais fim o agora...
percebi que o fim quem faz sou eu
dou fim ao ponto, e construo a vírgula
pra entender o rumo dessa história,
invento o ponto de interrogação
pra questionar minha tragetória?
coloco um ponto de exclamação
um não! dois! e reticências
pois não tem mais fim o agora...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Tenho pensado a fé.
Tenho pensado a fé. Mas como, se a fé é o ópio do povo? É um jargão maldito que exorciso nesse momento. Acredito em esquemas de dominação, pessoas que submetem outras a fazer coisas, as quais não necessitam, convencendo de que elas precisam e querem aquilo! Acredito na crueldade possível do ser humano, acredito que há muita merda, que não acredito... sim, tem muito mais.
Porém a fé é boa. E fé pra mim é "crença, confiança" (mA). Posso acreditar no que quiser, posso deixar de acreditar quando quiser. A fé é própria, é particular e individual, acredito em deus, em algum deus, e não consigo acreditar em tudo o que, é dito, ciência. Simplesmente não dá, como podemos saber do passado se ninguém lá registrou nada? E se registraram, como podemos entender o que significa tudo aquilo, se nem mesmo sabemos se aqueles seres respeitavam os mesmos processos lógicos que conhecemos hoje? Como podemos datar vida na Terra se ninguém registrou o comportamento de determinadas dubstâncias depois de bilhões de anos em laboratório, ou em experimentos? O que podemos ter são suposições, especulações apenas...
Na sociedade atual, a oriental se diferencia da ocidental principalmente por sua maneira de pensar, os desenvolvimentos lógicos de seus respectivos raciocínios ainda são diferentes, e se não fosse pela (maldita) globalização pensaríamos ainda mais diferentemente. Como poderemos entender os processos lógicos dos "homens das cavernas"?
Minha falta de fé em setores da "ciência" vem daí. Há mistérios que permanecerão misteriosos, assim como a bíblia, a origem do mundo permanece nebulosa em minha mente, mas não me importo com isso... só quero que não tentem de me convencer de coisas abstratas, e mais matemático do que nunca, acredito apenas naquilo que é passível de prova! E se há provas, que me apresentem.
(mA):quinta acepção do mini-aurélio 3ed.
PS: Ciência está entre aspas pois, para mim ciência é sinônimo de saber, dessa forma, se não sei de algo não tenho ciência.
Porém a fé é boa. E fé pra mim é "crença, confiança" (mA). Posso acreditar no que quiser, posso deixar de acreditar quando quiser. A fé é própria, é particular e individual, acredito em deus, em algum deus, e não consigo acreditar em tudo o que, é dito, ciência. Simplesmente não dá, como podemos saber do passado se ninguém lá registrou nada? E se registraram, como podemos entender o que significa tudo aquilo, se nem mesmo sabemos se aqueles seres respeitavam os mesmos processos lógicos que conhecemos hoje? Como podemos datar vida na Terra se ninguém registrou o comportamento de determinadas dubstâncias depois de bilhões de anos em laboratório, ou em experimentos? O que podemos ter são suposições, especulações apenas...
Na sociedade atual, a oriental se diferencia da ocidental principalmente por sua maneira de pensar, os desenvolvimentos lógicos de seus respectivos raciocínios ainda são diferentes, e se não fosse pela (maldita) globalização pensaríamos ainda mais diferentemente. Como poderemos entender os processos lógicos dos "homens das cavernas"?
Minha falta de fé em setores da "ciência" vem daí. Há mistérios que permanecerão misteriosos, assim como a bíblia, a origem do mundo permanece nebulosa em minha mente, mas não me importo com isso... só quero que não tentem de me convencer de coisas abstratas, e mais matemático do que nunca, acredito apenas naquilo que é passível de prova! E se há provas, que me apresentem.
(mA):quinta acepção do mini-aurélio 3ed.
PS: Ciência está entre aspas pois, para mim ciência é sinônimo de saber, dessa forma, se não sei de algo não tenho ciência.
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