"Hay hombres que luchan un dia y son buenos.
Hay otros que luchan un año y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida: esos son los imprescindibles."

Bertold Brecht

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Doce Solidão*

Volto para esse quarto mais uma noite, torno aos meus velhos vícios. Minha mente polvorosa se enche de interrogações, mas dessas que meu peito já não quer mais respostas. Procurei em vão entender o mundo, o amor... e todas suas armadilhas traiçoeiras, em vão. Não há como entender o que se passa além de sua janela, daqui sempre pude ver caras e bocas, risos e sorrisos. Tristesa, ódio e muito amor também... bom, ao menos essa foi a impressão que tive.
Daqui dessa janela pude ver o mundo, coisas que nunca poderei tocar. Mesmo que por momentos tenha esticado meus braços para alcançar, nunca alcançarei o que sempre desejei.
O pôr do sol daqui sempre foi lindo, pude procurar por pedras errantes, mas o ângulo que daqui tenho para o mar nunca deixou que meus lances tivessem sucesso ao tentar quicar essas pedras em sua superfície.
Hoje, daqui detráz de minha janela vejo um céu negro, que nem estrelas tem. Vejo uma noite muda, que me diz apenas que todos os dias se findam quando o sol se põe, e que sempre um novo dia nasce...


Que seja esse um bom dia, uma nascente de água limpa e cristalina, um novo primeiro passo, para uma caminhada em que a única certeza é de se estar só...

"Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não, eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou, mesmo sem me libertar eu vou
É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro"
(Marcelo Camelo)

*Música de Marcelo Camelo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Anões

"Esculpidos nas fundações rochosas do universo, os anões suportaram uma era de servidão aos gigantes antes de conquistar sua liberdade. Suas poderosas cidades-fortalezas nas montanhas testemunham o poder de seus impérios ancestrais."(D&D)

Anões são seres orgulhosos, que buscam riquezas debaixo da terra, construíram suas fortalezas nas montanhas e vivem em constante guerra com goblins e orcs, pelos quais conservam um ódio eterno.

"Características de um anão: Ambicioso, bravo, trabalhador, leal, organizado, austero, teimoso, tenaz, vingativo."(D&D)

"Os fortes e valentes anões são uma raça antiga descendente dos seres elementais de pedra viva criados pelos titãs quando o mundo era jovem. Devido a uma estranha doença conhecida como a maldição da carne, os progenitores dos anões da terra sofreram uma transformação que mudou suas carapaças rochosas em peles macias. Por fim, essas criaturas de carne e osso se apelidaram anões e esculpiram a poderosa cidade de Altaforja nos picos nevados de Khaz Modan."(Bz)

*Wallpaper do jogo World of Warcraft, mostrando a fachada da cidade-fortaleza dos anões: Ironforge (altaforja).

Em geral, são comandantes de tavernas em cidades humanas, beberrões. Adoram cerveja e carne de javali. Na tradução para o português brasileiro, a Blizzard, empresa criadora do MMO-RPG World of Warcraft, os anões têm o sotaque do sul do Brasil, imcorporando em sua linguagem expressões como "chê" e "guri", entre outros.

Em seu best seller "O senhor dos anéis", Tolkien não foge à regra, o anão Gimli, que se aventura em sua história juntamente com o humano Aragorn e o elfo Legolas, é reclamão e mal humorado, odeia orcs e se mostra valente e leal. Uma outra característica que Tolkien atribui aos anões, é a desavença com elfos, cuja superação à tal diferença por Gimli é retratada na história, onde ele se afetua com Legolas, se tornando grande amigo do elfo.

Anões são meus prediletos, e tenho muitas afinidades com os quais, e por isso jogo com um desses carrancudos e beberrões, honrados e engraçados seres criados pela fabulosa mente humana.

(D&D) Dungeons & Dragons, quarta edição, livro do jogador I.
(Bz) Blizzard entertainment (http://us.battle.net/wow/pt/game/race/dwarf).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Educação x dinheiro.

Sem sal, é assim que estou me sentindo...

Minha criatividade humilhada publicamente, meus ideais sendo destruídos um a um. Não quero mais o que tenho, estou farto de tudo isso.
Trabalho onde não gosto, mas faço o que quero né?? Somos livres... Essa liberdadde condicional que me trava numa escolha, que me deixa na espera do mundo ao meu redor... não suporto mais isso!!
Ser perturbado no meio do sono por telefonemas de urgência, ser atrapalhado no meu momento de lazer ou estudo por conta de capitalistas malditos. Tudo bem, vivo disso, vivo no capitalismo e uso dele, vivo nele, e até gosto de algumas coisas, mas o extremismo é que me fode. Tudo em nome do capital, tudo em nome da maldita grana... eu vivo com 800 reais por mês, porque você não pode também??
E o pior, sua vida é tranquila, você vive no luxo e não se fode como eu. Eu me fodo por você, por uma miséria... o problema nem é a miséria financeira, o problema é a miséria de espírito, a quebra do socego... o problema é que você não se contenta em pagar pouco, ainda quer que eu me mate por algo que eu não acredito!!
Resolvido, quero que você se foda também, nem que eu me foda junto!!

Pronto... desabafei!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quando o ódio invade o peito

Uma coisa me toma as faces
envergonha minha mente
estanca meu coração...

Apesar das aparências, estou bem, apenas entristecido com a merda desse mundo, essa merda que vivo todos os dias. Estou cansado dessa falsidade de ser professor... às vezes penso estar ajudando crianças e adolescente a se livrar daquela velha idéia de escola, aquela que diz que temos que passar de ano por passar, mas não está nas minhas mãos... sou apenas um professor particular.
Meu objetivo, segundo minha empresa, é fazer os alunos tirarerm notas boas, os alunos querem isso, os pais deles querem isso, a sociedade quer isso, mas eu NÃO!!! Não aguento essa idéia de que a aprovação faz dos alunos deuses... estou cansado dessa idéia de que não se precisa pensar, é apenas memorizar e momorizar, e memorizar... e absorver, absorver como uma esponja tudo o que é "transmitido" como numa estação de rádio.
Sem tempo para pensar me envolvo e entro de cabeça, com o objetivo de fazê-los entender, entender o que?? Merda, eles não entendem nada, eles não sabem nem porque estão ali, eles não sabem nem pra que serve estudar, apenas obedecem... são tão vítimas quanto eu, são tão pobres em espírito quanto eu... são tanta merda quanto eu!!
Alias, não são tão ruins quanto eu, porque eu sei o que deve ser feito, eles não, ainda não... eu tenho um poder, e sei que não o uso... mas não por minha culpa, é porque esse sistema me engole, é porque se não fizer o aluno render eu perco a cadeira. Me vejo bom, me entendo bom professor, mas dentro desses padões ridículos, esses padões impostos pelo imperialismo capitalista estabelecido hoje no nosso meio, em nossa mentes, em nossos rumos e em nossas raízes.
Nasci nesse mundo, mas não o queria assim. Sofro nesse mundo mas não queria que fosse assim. Me fodo nesse mundo como uma puta, diariamente (ela noturnamente) hora após hora, um de cada vez, engano e desvirtuo... não, não quero mais isso...
Mas ainda preciso da grana, maldito dinheiro que domina o mundo... por enquanto meu basta não será hoje, nem agora... mas será.... "amanhã será!?!"(TM)

(TM) O teatro mágico

Calado na calada noite...

Estou mudo, surdo e cego... meus olhos já não vêm.

A mente cansada de escrever, já sem inspiração ainda precisa render, o mundo pede, o mundo manda, o mundo exige.... minha voz calada, meus dedos fartos de falar, erro as teclas, troco tudo, e o "backspace" já começa a desbotar.
Meu sono rebatido com o café amargo não me deixa fechar os olhos. A luz da tela já me parece cinza, e a luz do quarto começa a escurecer... mais backspace, e backspace denovo....
O vento frio da madrugada entra pela janela que insiste em se manter aberta. Meu sorriso que antes brotava ao ler linhas reconfortantes nos chats ilimitados, agora já não aparece mais. Os dentes amarelados de café já não dão as caras... não refletem quando olho no espelho.
A amargura da obrigação e o medo de não terminar, mesmo sabendo que ainda me resta toda a madrugada pela frente, me lembro de que amanhã tenho de trabalhar... minha mente dói, meus dedos esfolam... mais backspace...

"Vento vem terminar [...] vou querer me matar"(MN)

É isso o que ouço na minha vitrolinha, "já não sonho, hoje faço"... um trabalho trabalhoso, que me tortura a psique!!

(MN) Milton Nascimento